BRUSQUE
“Toda família começa por uma caminhada”
Psicólogo Marco Antônio Rodrigues faz reflexão sobre a família em live da igreja Matriz São Luís Gonzaga
por Assessoria de Imprensa Ideia Comunicação 13/08/2020 às 16:41

‘Eu e minha casa serviremos ao Senhor’ (Josué 24,15). Este é o tema da Semana Nacional da Família deste ano, celebrada pela Igreja no Brasil esta semana, de 9 a 15 de agosto. Para marcar a data e enaltecer a importância da família, a Paróquia São Luís Gonzaga realizou na noite de quarta-feira, 12 de agosto, uma live com o psicólogo Marco Antônio Rodrigues, o Marquinho. Na oportunidade, o profissional falou sobre ‘A família e seus pilares’, fazendo uma analogia com a construção e os elementos arquitetônicos e religiosos da própria igreja Matriz.

A abertura dos trabalhos contou com a presença do pároco Pe. Diomar Romaniv, que ressaltou o objetivo do encontro, transmitido pelas redes sociais da paróquia. “Queremos, além de rezar pelas nossas famílias, como estamos fazendo desde o domingo, aproveitar esta noite para refletir, para pensar na nossa família e em todas as famílias. E, com isso, ajudar cada família a viver bem a sua vida e a sua missão”, comentou.

O psicólogo Marquinho disse que a conversa é oportuna na Semana da Família, para que se possa recordar valores básicos que não devem ser esquecidos. “Tal qual a Matriz São Luís Gonzaga, que foi construída sob a colina pelos antigos brusquenses, para que ela não sofresse com as enchentes que assolaram a cidade em diversas ocasiões, a família também deve ser uma escolha e estar vinculada a uma vocação, que é um chamado de Deus, neste caso, a vocação do matrimônio. Esta igreja foi construída sob a colina, onde estava mais segura das intempéries. Também a família precisa ser construída, caso contrário corremos o risco de acabarmos sucumbindo nas primeiras intempéries”, ponderou.

Os 96 degraus que levam à Matriz também serviram de exemplo para o psicólogo, quando afirmou que “toda família começa por uma caminhada e seus vários estágios, o namoro, o amor, a vocação do matrimônio”. “O casamento ideal é feito de duas liberdades que se encontram. Muitas vezes entramos no relacionamento com a projeção de como a outra pessoa deve ser. Mas afinal, por quem me apaixonei? Por esta pessoa que está comigo ou pela ideia que eu tenho de quem ela deveria ser? Logo, é necessário que ao nos unirmos a alguém, ao nos propormos formar uma família, devamos entrar neste relacionamento com a nossa essência. Nesta igreja, reparem que a porta principal é estreita. Já dizia a passagem bíblica: ‘longo é o caminho que leva para a perdição, entre pela porta estreita’. Entrar pela porta estreita em um relacionamento é deixar nosso ego de fora”, destacou Marquinho.

A Pia Batismal foi outro elemento citado pelo psicólogo, para ressaltar o valor da espiritualidade na vida familiar. “Quando somos batizados, recebemos o Espírito Santo e, ao longo do tempo, precisamos estar atentos sob a forma com a qual o estamos nutrindo. Uma semente que você enterra muito profundamente, não vai conseguir sair. Na vida familiar é a mesma coisa, a vida no Espírito Santo precisa ser nutrida, alimentada. Isso se faz através do cultivo da espiritualidade’.

Colunas mestras

Ao falar sobre o papel dos pais, o psicólogo usou como exemplo as 12 colunas mestras da Matriz, que simbolizam os 12 apóstolos. Segundo Marquinho, na família as colunas mestras são os pais, que precisam exercer seu papel, conforme diz o Evangelho. “Por isso é tão importante que o casal fale a mesma língua, quando o assunto são os filhos. É determinante para o nosso sucesso na vida, termos um bom lugar para nosso pai e nossa mãe dentro do nosso coração. Sei que existem muitas histórias difíceis nas famílias, mas dentro do nosso coração temos que pensar nos nossos pais com toda gratidão e amor. Pai e mãe são as nossas fontes. Nossas colunas”, frisou.

Marquinho também enfatizou a importância da família cultivar o encontro à mesa, a vontade de passar um tempo unida, ver como o outro está, fazendo uma referência ao próprio altar da Igreja. “Pense no altar, pense na mesa da sua casa como um lugar para se perder tempo agradável, saudável e que vai deixar memórias afetivas inesquecíveis, e que, talvez seu filho, sua filha fará o mesmo com os filhos e filhas deles. Os melhores momentos da nossa vida são feitos com o tempo que a gente perde com quem se ama. É preciso aprender a perder tempo com o filho, com o marido, com a esposa. Porque esta será a melhor lembrança que seu filho terá de você, o tempo que passaram juntos”.

O último elemento lembrado por Marquinho foi o baldaquino, que está colocado exatamente em cima do altar. Ao fazer uma associação com a família, o psicólogo afirmou que é necessário que o casal cultive sua intimidade. “Antes de ser pai e mãe o casal é marido e mulher, e isso implica em todo um cultivo dessa relação que vai trazer benefícios fantásticos para os filhos. A harmonia, intimidade e respeito do casal, dá segurança para os filhos”, completou.

Quem tiver interesse em assistir, a live permanece gravada no canal do Youtube da Matriz São Luís Gonzaga e na página no Facebook da Paróquia.

Assuntos: Comunidade
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